terça-feira, 3 de julho de 2018

Dois Dedos de Prosa

Dois Dedos de Prosa 


Hoje sai de mim para conversar
Comigo mesmo e me fiz várias indagações
E fico me perguntando? porque a amo tanto

Fui andar na rua para resolver
Um assunto e no caminho fui pensando
Na flor dourada que sinto amor e angústia

Essa semana percebo pelos dias
Que já se foram metade do ano pela ampulheta
Do tempo, que se vai sem se dar conta
Da distância que tanto nos incomoda

E como estamos agora?
Na iminência de mais uma meia volta
No círculo sem fim das horas

Onde sua alma está agora?
Seu espírito pôs-se a voar
Em direção ao mar para
Velejar junto com seu amado

De onde vem tamanha inspiração?
Que tece o cotidiano físico
E metafísico da vida humana

Um dia entre o mês de Julho
Nossos ponteiros vão se encontrar
Num leve passar de poucas horas

Entre sombras de uma construção
Faz a imagem de um coração, que não toca o chão
E traz sentido a nossa percepção

Meus pés estão calejados em andar
Sem parada e não estou indo pra sua casa descansar
Deitado no chão da varanda no 4° andar

Tive uma noite de sono mal dormida
Resfriado e a garganta irritada, inflamada
E mesmo assim entre minhas dores
Sinto o seu perfume minha flor

Estou cansado, mas não perco a vontade
De estar junto a ti em alguns dias
Com flores nas mãos e uma tonelada de emoção

Por mais um livro que alcançará diversos corações
Essa é minha paixão. Essa é minha companheira
Sempre presente no meu jardim

Que está além da compreensão da razão
E junto, bem junto do meu coração.

                                         Autor: Everton Alves.


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