Dois Dedos de Prosa
Hoje sai de mim para conversar
Comigo mesmo e me fiz várias indagações
E fico me perguntando? porque a amo tanto
Fui andar na rua para resolver
Um assunto e no caminho fui pensando
Na flor dourada que sinto amor e angústia
Essa semana percebo pelos dias
Que já se foram metade do ano pela ampulheta
Do tempo, que se vai sem se dar conta
Da distância que tanto nos incomoda
E como estamos agora?
Na iminência de mais uma meia volta
No círculo sem fim das horas
Onde sua alma está agora?
Seu espírito pôs-se a voar
Em direção ao mar para
Velejar junto com seu amado
De onde vem tamanha inspiração?
Que tece o cotidiano físico
E metafísico da vida humana
Um dia entre o mês de Julho
Nossos ponteiros vão se encontrar
Num leve passar de poucas horas
Entre sombras de uma construção
Faz a imagem de um coração, que não toca o chão
E traz sentido a nossa percepção
Meus pés estão calejados em andar
Sem parada e não estou indo pra sua casa descansar
Deitado no chão da varanda no 4° andar
Tive uma noite de sono mal dormida
Resfriado e a garganta irritada, inflamada
E mesmo assim entre minhas dores
Sinto o seu perfume minha flor
Estou cansado, mas não perco a vontade
De estar junto a ti em alguns dias
Com flores nas mãos e uma tonelada de emoção
Por mais um livro que alcançará diversos corações
Essa é minha paixão. Essa é minha companheira
Sempre presente no meu jardim
Que está além da compreensão da razão
E junto, bem junto do meu coração.
Autor: Everton Alves.

Nenhum comentário:
Postar um comentário