sexta-feira, 27 de julho de 2018

O Útimo Toque De Suas Mãos

O Último Toque De Suas Mãos 


Deitada no colchão
No lado de fora da casa
Olho para o céu sem
Pedir nada em troca

Ou porque esteja devendo
Algo para os astros lá
De cima encobertos por nuvens
Que bailam no ar nesse
Dia ensolarado

Lembro, porque estou aqui
Perdida em meus pensamentos
Traiçoeiros, minha desconfiança
Se confirmou, como não pude vê
Entre as linhas mal traçadas de
Seus olhos encarando outra
Naquela mesa

A certeza veio como
Uma flecha atravessando
O distraído alvo, na calada
Da tarde de ontem

Nunca atendi um telefonema
que fosse para você?
Nunca me interessei no que
tanto tecla no seu smartphone?

Até em horas impróprias
Na mesa do almoço, no barzinho
Nos momentos de carinho a dois
Sempre olhava-o e quando
Vibrava era um sinal e
Como ficava desconfortado...

E hoje não passarei a mão
em seu cabelo curto!
Não perguntarei, não saberei
sobre os seus dias, carregados de mentiras!

Como não pude vê o que
Estava na minha frente
Quando te abraçava e te beijava
Será que os seus desejos eram meus de fato?

Quando deitados na cama
As palavras que me dizia
Não eram para mim

Será que alguma vez
enquanto estávamos juntos
você me sentiu, tocou ou
olhou-me amorosamente?

Até seu olhar... até seu olhar
Roubou-os de mim, quem ama
É que sofre no fim das contas

Hoje queria ser o ar e ir embora
Pra qualquer lugar que
Minha tristeza me levar
Sobrevoar e quem sabe repousar
Na vida de alguém que saiba amar.

                                          Autor: Everton Alves.


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