O Que Dizem Seus Olhos Floridos
Pelas escolhas que aparentemente eram certas
E me arrependi ; pelo aparentemente
E fiquei ausente fisicamente, outra vez para o meu bem
Como é fácil expressar o que sinto
Para minha flor dourada que ilumina
Os meus dias, na sua escrita suave
Como vê o fluxo tênue da vida cotidiana
E algumas palavras que fazem
Parte de suas pétalas caem nas páginas
Como um grito, um aceno, um pedido
Para que note os seus desejos
Nesse mar de incertezas
Que quer ser percebida e no meu caso
Percebido pela pessoa a qual se tem amor
E demonstra como pode o sentimento bonito
Pelo oceano que a acolheu
Se nos encontrássemos
Você me trataria como um desconhecido?
Comprando um livro na padaria
No açougue, na feirinha de bairro
Ou me trataria com amor e ternura?
Me olhando nos meus olhos e perguntando como estou
Passando meus dias, meses, anos longe da sua gentil
Confortante e amorosa presença
Quero lhe ter nos meus braços amada flor dourada
E talvez não irá acontecer com hora marcada, agendada, combinada
Me dê um sinal, mande uma carta que nunca escreveu
Coloque-a numa garrafa e a jogue na água para ser absorvida
E seja um meio para te encontrar
Longe dos olhos dos outros, longe do julgamento alheio
Longe do que acham, um lugar para sermos nós mesmos
Sei que rascunhará mais uma vez e lançará dessa vez
Estou morrendo de saudade e na realidade ninguém morre
Por sentir falta, mas fica obscura a mensagem se as atitudes
Não são tomadas no encontro diário com a margem
Minha deusa da tempestade que quando surge
Vem branda e molha o meu jardim, me fazendo
Abrir os braços e te amar nesse pequeno pedaço de chão
Amo-te, não sei explicar, não preciso explicar
O que devo é sentir pulsar dentro e fora de mim
Simplesmente você preenche o me céu sem luar
Minha noite sem sol, meus ouvidos cativos
Com sua voz melodiosa e envolvente a beira-mar.
Autor: Everton Alves.

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