terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

O Brilho de Amanda

O Brilho de Amanda 



Hoje é meu aniversário,
período para pensar no que passou
Pensar o dia presente
E tentar de algum jeito chegar ao futuro

Tanta coisa já aconteceu em minha vida
Algumas me lembro e outras nem tanto
Ficaram guardadas na memória, no coração, na alma

E entra ano e sai ano
É quase sempre as mesmas histórias
As estações do ano são as mesmas, 4 na exatidão
Porém indefinidas nas suas repartições

O dia vem, a tarde aparece e a noite acontece
Ah! O luar quando ele aparece
Fico admirando e pensando no seu cabelo dourado

Que talvez por sorte, minha musa
Esteja também olhando, admirando, sonhando

A minha família
Cada qual vai vivendo suas vidas
Da melhor forma possível

Vou ao trabalho, a igreja, a boate
Paquero, danço, levo toco
Bebo suco, água, vodka

E os dias passam
E vão se acumulando em nossas estradas
Amores vem, outros vão e alguns florescem

E assim vou andando
Com o ponteiro do relógio
E na sombra do senhor do tempo

Defini já faz um bom tempo o que sentia
Talvez não acredite, não te culpo
Olhando friamente é mais fácil duvidar

Decidi, reconfigurei-me, adaptei
Caminhei ao desconhecido
Para tentar o mais difícil
Fazer você gostar de mim, me notar, me amar

E mesmo assim é possível
Que ainda não ter conseguido alcançar-te
Mas, sigo no trilho
Com suas pedras no caminho, e às vezes espinhos

Quis que você me amasse
Mas a cada dia que passa
Perco um pouco da coragem

Pois, os meus sentimentos estão a mostra
Não escondo o que sinto a um bom tempo
E isso é se arriscar, ficar vulnerável, talvez cair

Quero te dizer
Encontrei uma forma
De alcançar você
Através das palavras não ditas, ouvidas, sentidas

Depois de mais 2 meses de espera
Chegou em minhas mãos, acredite ou não
Um pedaço cintilante da sua luz
Que se irradia ao longe

Peguei pra mim um livro seu
Do seu armário, estante, criado mudo
E trouxe pra mim, vou literalmente te ler

E quem sabe algum dia
Nas trilhas das nossas vidas
Te reencontrar numa esquina dessas

E te devolver
As páginas impregnadas
Com minhas lágrimas, de amor, de dor

Para serem marcadas com sua dedicatória
Num suspiro de alivio ou de amor

Quero tê-la em meus braços
Quero ter os seus beijos
Quero ter seus afagos
Quero ter seus prantos
Nas despedidas

Quero ter o seu amor
Quero ter sua paixão
Quero ter o seu carinho
Quero ter suas alegrias
Nas chegadas.

                                          Autor: Everton Alves.



quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

A Serenidade de Larissa

A Serenidade de Larissa 



Diz pra mim
Que o seu sonho não terminou ainda
Que sou quem você procura, estar, ficar, namorar
Que sua paixão sou eu

Diz pra mim
Preciso te dizer
Preciso te provar
Me apaixonei outra vez

Diz assim
Que ainda sente o som da minha voz
E que ainda se lembra de nós

De repente o outono chegou
E o verão e as estações ficaram perdidas
E isso acontece por você

Preciso te falar mais uma vez
Por que não saberia cantar
Sem você ao meu lado

Diz assim
Que o silêncio da solteirice já passou pra nós
Te quero tanto e por isso fiquei assim

Te liguei ontem sem pensar
A mensagem está no celular:
Atende Larissa quero ouvir a sua voz

Diz assim
Que ainda vive pensando em nós
Que o dia demora a passar sem você aqui
Não dá pra suportar, essa distância que nos separa

Diz assim
Que sente muito por tudo,
que não passamos

Diz assim
Que vai realizar o que sonhamos afinal
Andar de mãos dadas no fim da tarde
Como um casal entre desconhecidos

Como tantos outros
Andando na calçada sem rumo aparente
Se amando nos silêncios da estrada

Diz assim
Lembro do sabor do seu beijo
Do aroma do perfume que hipnotizava

Diz assim
Lembro das curvas do seu corpo
Que não tive a oportunidade de percorrer

Diz para mim
Que ainda confia em nós
Que se apaixonou outra vez

Por razões
Que o próprio coração desconhece.

                                         Autor: Everton Alves.


quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

O Pilar do Vagalume

O Pilar do Vagalume 


Hoje quero enaltecer
Paolla que reina
No meu coração sem saber

E dizer que o passado quer perturbar
A nossa paz e isso não se faz
Minha deusa das águas tranqüilas
Surgiu uma sombra no meu céu

Águas que passaram pela ponte
Estão tentando regressar
Pra algum lugar, que não existe mais

Querem me puxar pra loucura novamente
Pensam que não sei que mentem
Sorrateiros em seus dizeres
Astutos nos fazeres

Vou te proteger minha linda flor
Debaixo de minhas mãos,
dentro do meu coração

A tempestade
iniciou-se do outro lado do mundo
e espero que ela não nos alcance
E se chegar, fique ao meu lado

Por que sou sua escolha e você é a minha
Contra a natureza e o mundo
Que tentarão impiedosamente,
nos derrubar e nos tragar

Fiquemos juntos,
Paolla meu bem

Por que nem o tempo
Nem as adversidades
Podem separar um amor verdadeiro.

                                         Autor: Everton Alves.


quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

O Sorriso de Bárbara

O Sorriso de Bárbara



Andar sem rumo quem nunca?
Mas quem já quis andar e não rumou?
Ou já pensou, que o outro estava sem rumo?

Estava no meu quarto, limpando
e pensando em várias coisas
Inclusive na moça com cabelos loiros, aloirados, desajeitados

É você mesma!
Não pense que não seja você!
E observo um barulho bem baixo, vindo da vidraça
Uma borboleta amarela como suas tranças
Perdoe-me, os cabelos dourados da manhã

Perdida em vê a imagem de uma janela aberta, mas fechada
Engraçado que estava aberta; senão ela não teria entrado
Ás vezes, achamos que não somos vistos ou amados

Pelo o outro a qual nutrimos algum sentimento
Mas, na realidade nós criamos alguns obstáculos
Talvez para nos proteger de uma possível queda

A borboleta entrou pois estava aberta,
talvez ela não esperava ficar presa
E ficou, fui e peguei ela
E decidi; sem saber ao certo se ela queria ficar
ou gostaria de ter sua liberdade de volta

Porém é contraditório,
afinal o que é  ser livre?
O que é estar preso?
O que é se sentir livre?
O que é se sentir preso?

Porque procuramos o outro,
se temos medo de perder a nossa liberdade!
Se realmente a perdemos?

Entre minhas mãos ela permaneceu
Durante esse curto período de tempo ela foi minha
Mas eu amo a liberdade,
e deixo ela viver a sua realidade

Longe de mim e do meu querer
Ela deixou pólen nos meus dedos
Sem eu saber e se pôs a voar
Meio cambaleante ao meus olhos

De repente passa um vulto
E pega a borboleta e some no ar
Foi um pardal num voo fatal

Nesse jogo da vida
Estamos presos ou soltos,
dependendo do ponto de vista

Afinal
Será que temos a resposta ou queremos realmente tê-la?
Não me importa, se o céu é verde, as árvores são lilás

Se o mar virou deserto
e se não sinto mais sua presença,
iluminando minhas noites solitárias

Quero vê sua alegria contida
Na mulher que ilumina o dia
E me faz seguir sua luz
Que sem perceber me conduz.

                                       Autor: Everton Alves.


sábado, 10 de fevereiro de 2018

Céu Furta-Cor

Céu Furta-Cor 


Tem um bom tempo
Que não vejo o seu belo resplendor,
e talvez ela pense: como posso amar quem não vejo?
Ou amamos somente aquilo que vemos? apalpamos? respiramos?

Poderia escrever dez poemas, cinco poesias
e uma canção especialmente pra ela
E mesmo assim ela não sentiria o que sinto

Poderia confeccionar uma frase,
sabe aquelas de efeito, bem genéricas
e fixar num outdoor na sua cidade, no seu bairro, na sua rua
E mesmo assim ela não sentiria o que sinto

Poderia mandar uma música através de uma rádio local,
talvez um Sertanejo, Forró, MPB
Mas acho que ela não curte música nacional
E mesmo assim ela não sentiria o que sinto

Poderia sair da minha cidade e ir pra dela
e a surpreender na saída do trabalho, da academia, da sua casa
E mesmo assim ela não sentiria o que sinto

Poderia, deveria, conseguiria
Palavras colocadas no tempo passado,
não trazem firmeza para Marianna
Que está cheia de dúvidas na cabeça e no coração

Está certa em não se comover,
com minhas tentativas de me mostrar
Pelo caminho tão difícil e pouco aventurado das palavras impressas

Que não exprimem a exatidão do meu sofrer
Fique com essa canção que não é nova
Ela faz meu coração balançar no mesmo instante, que penso em ti

Por mais incrédula que você esteja,
nessa história até hoje, ouça e por um instante acredite
No sentimento do homem que se encontra além da janela da sua casa,
da calçada de sua rua, da avenida de sua cidade, dos mares de morros

Acredite nele
Que não se encontra tão nítido na sua lembrança
Se te mandar uma música pra ti, ouviria? sentiria? amaria?

Só tem um jeito de saber
E nesse jeito me ponho a caminhar mais uma vez
Nessa estrada que alguns meses me pus a andar, sonhar e um dia chegar

Porém continuo tentando e errando

Tentando meio sem jeito você me notar
Tentando ao meu modo te amar.

Errando sem saber,
ao certo como te alcançar.

                                          Autor: Everton Alves.


quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

O Avesso da Rosa

O Avesso da Rosa 



Depois de muito tempo só
Andando, caindo, levantando
Fui pego pelo encanto de Antonella,
num caminho desconhecido e querido

Nunca me vi dentro de um barquinho
Remando com uma mulher,
noutro lado de chapéu e sombrinha
Navegando em águas tranquilas
que nem conto romântico, filme, novela

Mas de repente você conhece alguém
e essa pessoa começa a mudar suas bases
Direcionando para outras possibilidades

Nunca tinha reparado no céu noturno
O nascer da lua e as inúmeras estrelas,
contidas no firmamento da noite

Nunca tinha parado para admirar as flores
que já não se encontram na paisagem com tanta facilidade
Com seus grilos, joaninhas, abelhas
Que infelizmente por obra antrópica, sumiram de nossas vistas

Nunca senti o cheiro da terra molhada,
após uma chuva torrencial à tarde
Nunca reparei nos raios saindo das nuvens, em suas formas sinuosas
Como raízes de um crisântemo, lírio, amor-perfeito

Nunca senti a sensação de estar frio e gostar disso
De querer se agasalhar nos braços de outro alguém
Nunca tive medo de sair à noite,
atravessar uma rua sem olhar pros lados,
confiando apenas nos olhos distraídos de um motorista falando ao celular

Nunca tinha pensado seriamente na solidão,
talvez porque já vivia um bom tempo assim
Ela se tornou minha companheira em todos os momentos,
até naqueles que a consciência não lembra

A uma vontade diferente, de querer repartir-se e se doar ao outro
Mesmo sem entender por que fazer? Como fazer?

Sou levado a me desprender de partes de mim,
para alcançar a outra margem do rio
Mesmo não sabendo nadar e estranhamente sem garantias de chegar lá
Sem me afogar, durante o trajeto ou na margem
Chego com um sorriso de vitória nos lábios, cansados de tentar

Adentro num terreno nunca antes pisado por mim,
sinto euforia pela conquista
Sem saber que talvez por não ter o tempo necessário para conhecer,
esteja sobre areia movediça

A gente fica, vai ficando, se acostumando com o deslumbre da margem
Com passar do tempo, o desejo de ir mais pra dentro das terras
E descobrir aos poucos os mistérios desse novo lugar,
que se apresenta diante dos seus olhos

Mas olhos apaixonados não enxergam direito,
talvez você caia sem querer do seu cavalo
Mas como as relações entre casais são incertas que nem a vida
Vamos andando, caindo, se cortando, se ferindo,
se entristecendo, se alegrando, se magoando, convivendo

E se por acaso não der certo,
talvez pelo tempo dividido ou dedicação
De querer desbravar e se instalar em terras desconhecidas
Pode se separar e voltar para suas terras

Voltar para os braços de sua amante a solidão,
que sempre te espera de braços abertos a sua volta
Ou olhar fixo pro horizonte, com o coração partido
e se lançar mais uma vez na água

Mas sem a certeza que irá ancorar
Nas margens na qual vai querer morar.

                                         Autor: Everton Alves.


terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

The Last Dance

The Last Dance 


Me escreva, mais uma vez
Mesmo desconfiando que as melodias contidas,
nas palavras não vão até mim
Mas, tenha fé que chegam sim

Me escreva, mais uma vez
Mesmo se o tempo estiver nublado, chuvoso,
num sol de rachar ou numa tarde no mês de maio
Não perca a esperança de me alcançar

Me escreva, mais uma vez
Mesmo se estiver doente, triste, com raiva de si e do mundo
Não perca a razão a qual te faz estar ali,
debruçada sobre as páginas e teclas

Me escreva, mais uma vez
Mesmo que esteja fora de sua casa,
de baixo da marquise, no seu quarto à meia luz
Lembre o que te impulsiona nesses sutis instantes

Me escreva, mais uma vez
Mesmo se estiver dentro do ônibus lotado,
no carro ou na caminhada de volta pra casa
Não esqueça o que te faz movimentar
e com quem espera um dia estar

Me escreva, mais uma vez
Na festa de formatura, num evento de lançamento de seu livro,
no meio do baile ou durante uma dança
Não esqueça os sentimentos que te guiam até aqui

Me escreva, mais uma vez
Mesmo que você achar que eu não mereça, que estou com outra pessoa,
mesmo que você esteja querendo outra pessoa
Não esqueça das inquietudes que fez você chegar até esse ponto,
sem saber se vai pra frente ou se fica e espera o próximo amor passar

Me escreva, outra vez
Mesmo não sendo o príncipe encantado,
o cara mais rico que você conheça,
não seja tão viajado que nem aquele amigo seu que chegou da Inglaterra

Me escreva, outra vez
Mesmo que não saiba conduzir uma mulher,
numa simples dança igual o Rodrigo Hilbert
Que não saiba cozinhar tão bem,
como os chefes famosos dos restaurantes europeus

Me escreva, outra vez
Mesmo que o cara da mesa ao lado,
te chame mais atenção durante um programa com suas amigas
Mesmo que a chuva caia e junto suas lágrimas feito cachoeira,
cansada de só ouvir palavras que não chegam a lugar algum

Me escreva, outra vez
Mesmo que a distância física na maioria das vezes,
seja um impedimento para trocarmos afetos apaixonados
Mesmo que desista de mim,
que eu seja página virada em sua vida agora

Continue escrevendo
Pois ainda não sai com você, não bebemos vinho
Não dançamos e não pisei sem querer no seu pé
Não te abracei e te disse, que você é a mulher que sempre quis estar

Continue escrevendo
Para ter a despedida no fim da festa, com um beijo apaixonado
Com a promessa firmada que na próxima semana, voltarei pros seus braços

Olho pra trás e vejo Carolina,
que me escreveu infinitas vezes mesmo quando não podia
e sinto o amor que vim buscar e a namorada que deixo a me esperar.

                                          Autor: Everton Alves.


segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

A Luz Que Busco

A Luz Que Busco


Hoje acordei de madrugada
com a visita incômoda dos pernilongos,
que teimam em dizer frases ao pé do ouvido
E sugar o sangue no improviso

E com eles veio a visitante non grata das madrugadas
Que não me deixa abaixar as pálpebras
Fiquei na cama imaginando algumas coisas,
e o calor do quarto me deixou mais pensativo ainda

Olho para a janela que esqueci aberta, uma noite nublada
Mostrando uma linda lua cor champanhe,
astro dos namorados, apaixonados, amantes

E queria que a mulher que gosto
também pudesse partilhar esse instante,
mesmo estando tão longe

Adormeço e acordo no susto
atrasado mais uma vez pro trabalho
Saio apressado, nem olho pro lado
Com passos rápidos, cronometrados

No fim do expediente, cansado
Volto pra casa e me deparo com a minha vizinha
me chamando do carro
Me entrega alguns papéis da minha igreja

Três mensagens de felicitações pelos aniversários passados
e uma referente ao mês de fevereiro
Na data vindoura, como são as coisas

Já passei dos 30 anos já faz um tempinho
e não conto mais os dias, meses até o próximo aniversário
O tempo passa por mim, eu passo por ele, nós passamos juntos

Mas durante o dia a dia não me importo com ele
Só no fim de mais uma semana, mês, ano
Que lembro da sua passagem

Estou mais velho isso é fato,
isso me fez lembrar de você Isabella
Que tanto quero um dia ter ao meu lado

Ninguém quer saber porque estou tão triste
Sentindo falta daquilo que não tive ainda,
dos abraços, dos seus cheiros, dos afagos no pescoço

Mas, repetem o seus mantras terapêuticos:

Tudo na vida acontece por um motivo
As pessoas dizem!
Algumas coisas acontecem no momento certo
Sempre dizem!

E outras no momento errado
Isso, quase nunca dizem!
Não esqueça, Isabella meu bem

Sou o pássaro que continua cantando pra você,
onde as flores dançam com a brisa de verão,
é lá que sempre estarei.

Sempre estarei no seu coração.

                                        Autor: Everton Alves.