O Sorriso de Bárbara
Andar sem rumo quem nunca?
Mas quem já quis andar e não rumou?
Ou já pensou, que o outro estava sem rumo?
Estava no meu quarto, limpando
e pensando em várias coisas
Inclusive na moça com cabelos loiros, aloirados, desajeitados
É você mesma!
Não pense que não seja você!
E observo um barulho bem baixo, vindo da vidraça
Uma borboleta amarela como suas tranças
Perdoe-me, os cabelos dourados da manhã
Perdida em vê a imagem de uma janela aberta, mas fechada
Engraçado que estava aberta; senão ela não teria entrado
Ás vezes, achamos que não somos vistos ou amados
Pelo o outro a qual nutrimos algum sentimento
Mas, na realidade nós criamos alguns obstáculos
Talvez para nos proteger de uma possível queda
A borboleta entrou pois estava aberta,
talvez ela não esperava ficar presa
E ficou, fui e peguei ela
E decidi; sem saber ao certo se ela queria ficar
ou gostaria de ter sua liberdade de volta
Porém é contraditório,
afinal o que é ser livre?
O que é estar preso?
O que é se sentir livre?
O que é se sentir preso?
Porque procuramos o outro,
se temos medo de perder a nossa liberdade!
Se realmente a perdemos?
Entre minhas mãos ela permaneceu
Durante esse curto período de tempo ela foi minha
Mas eu amo a liberdade,
e deixo ela viver a sua realidade
Longe de mim e do meu querer
Ela deixou pólen nos meus dedos
Sem eu saber e se pôs a voar
Meio cambaleante ao meus olhos
De repente passa um vulto
E pega a borboleta e some no ar
Foi um pardal num voo fatal
Nesse jogo da vida
Estamos presos ou soltos,
dependendo do ponto de vista
Afinal
Será que temos a resposta ou queremos realmente tê-la?
Não me importa, se o céu é verde, as árvores são lilás
Se o mar virou deserto
e se não sinto mais sua presença,
iluminando minhas noites solitárias
Quero vê sua alegria contida
Na mulher que ilumina o dia
E me faz seguir sua luz
Que sem perceber me conduz.
Autor: Everton Alves.

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