The Last Dance
Me escreva, mais uma vez
Mesmo desconfiando que as melodias contidas,
nas palavras não vão até mim
Mas, tenha fé que chegam sim
Me escreva, mais uma vez
Mesmo se o tempo estiver nublado, chuvoso,
num sol de rachar ou numa tarde no mês de maio
Não perca a esperança de me alcançar
Me escreva, mais uma vez
Mesmo se estiver doente, triste, com raiva de si e do mundo
Não perca a razão a qual te faz estar ali,
debruçada sobre as páginas e teclas
Me escreva, mais uma vez
Mesmo que esteja fora de sua casa,
de baixo da marquise, no seu quarto à meia luz
Lembre o que te impulsiona nesses sutis instantes
Me escreva, mais uma vez
Mesmo se estiver dentro do ônibus lotado,
no carro ou na caminhada de volta pra casa
Não esqueça o que te faz movimentar
e com quem espera um dia estar
Me escreva, mais uma vez
Na festa de formatura, num evento de lançamento de seu livro,
no meio do baile ou durante uma dança
Não esqueça os sentimentos que te guiam até aqui
Me escreva, mais uma vez
Mesmo que você achar que eu não mereça, que estou com outra pessoa,
mesmo que você esteja querendo outra pessoa
Não esqueça das inquietudes que fez você chegar até esse ponto,
sem saber se vai pra frente ou se fica e espera o próximo amor passar
Me escreva, outra vez
Mesmo não sendo o príncipe encantado,
o cara mais rico que você conheça,
não seja tão viajado que nem aquele amigo seu que chegou da Inglaterra
Me escreva, outra vez
Mesmo que não saiba conduzir uma mulher,
numa simples dança igual o Rodrigo Hilbert
Que não saiba cozinhar tão bem,
como os chefes famosos dos restaurantes europeus
Me escreva, outra vez
Mesmo que o cara da mesa ao lado,
te chame mais atenção durante um programa com suas amigas
Mesmo que a chuva caia e junto suas lágrimas feito cachoeira,
cansada de só ouvir palavras que não chegam a lugar algum
Me escreva, outra vez
Mesmo que a distância física na maioria das vezes,
seja um impedimento para trocarmos afetos apaixonados
Mesmo que desista de mim,
que eu seja página virada em sua vida agora
Continue escrevendo
Pois ainda não sai com você, não bebemos vinho
Não dançamos e não pisei sem querer no seu pé
Não te abracei e te disse, que você é a mulher que sempre quis estar
Continue escrevendo
Para ter a despedida no fim da festa, com um beijo apaixonado
Com a promessa firmada que na próxima semana, voltarei pros seus braços
Olho pra trás e vejo Carolina,
que me escreveu infinitas vezes mesmo quando não podia
e sinto o amor que vim buscar e a namorada que deixo a me esperar.
Autor: Everton Alves.

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