sábado, 10 de fevereiro de 2018

Céu Furta-Cor

Céu Furta-Cor 


Tem um bom tempo
Que não vejo o seu belo resplendor,
e talvez ela pense: como posso amar quem não vejo?
Ou amamos somente aquilo que vemos? apalpamos? respiramos?

Poderia escrever dez poemas, cinco poesias
e uma canção especialmente pra ela
E mesmo assim ela não sentiria o que sinto

Poderia confeccionar uma frase,
sabe aquelas de efeito, bem genéricas
e fixar num outdoor na sua cidade, no seu bairro, na sua rua
E mesmo assim ela não sentiria o que sinto

Poderia mandar uma música através de uma rádio local,
talvez um Sertanejo, Forró, MPB
Mas acho que ela não curte música nacional
E mesmo assim ela não sentiria o que sinto

Poderia sair da minha cidade e ir pra dela
e a surpreender na saída do trabalho, da academia, da sua casa
E mesmo assim ela não sentiria o que sinto

Poderia, deveria, conseguiria
Palavras colocadas no tempo passado,
não trazem firmeza para Marianna
Que está cheia de dúvidas na cabeça e no coração

Está certa em não se comover,
com minhas tentativas de me mostrar
Pelo caminho tão difícil e pouco aventurado das palavras impressas

Que não exprimem a exatidão do meu sofrer
Fique com essa canção que não é nova
Ela faz meu coração balançar no mesmo instante, que penso em ti

Por mais incrédula que você esteja,
nessa história até hoje, ouça e por um instante acredite
No sentimento do homem que se encontra além da janela da sua casa,
da calçada de sua rua, da avenida de sua cidade, dos mares de morros

Acredite nele
Que não se encontra tão nítido na sua lembrança
Se te mandar uma música pra ti, ouviria? sentiria? amaria?

Só tem um jeito de saber
E nesse jeito me ponho a caminhar mais uma vez
Nessa estrada que alguns meses me pus a andar, sonhar e um dia chegar

Porém continuo tentando e errando

Tentando meio sem jeito você me notar
Tentando ao meu modo te amar.

Errando sem saber,
ao certo como te alcançar.

                                          Autor: Everton Alves.


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