Devastação
Seu semblante diurno
Que enche os meus dias
De brilho confuso . Nos
Vãos do tempo , que sou
Deixado pensando e
Remoendo as coisas que
Não tão boas , que
Fizeste a mim
E mesmo assim ; espero
A cobra cascavel traiçoeira e
Certeira . Dar o bote , e me
Deixar enfeitiçado a própria
Sorte , numa esquina qualquer
Dessa cidade
Estou andando em terreno
Aberto , longe do abrigo
Corriqueiro . Nos esconderijos
Que me acolhem tão bem ,
Guardam reflexões debaixo
De sete folhas
Espero de forma descuidada e
Precipitada , ser ferido mortalmente ,
Pelo falcão me olhando lá de cima .
E mesmo assim ; não sou bom o
Suficiente para entrar no seu cardápio
Na tempestade que se formou
Em cima do monte , ventos furiosos
Cantam sinfonias . Que trazem medo
E delírio , para aqueles que ouvem ou
São acometidos pelas consequências de
Sua força ; destruidora
Saio desvairadamente pelo campo
Aberto , esperando ser percebido
Pela tormenta . E ser atingido por
Seu raio redentor , apaixonante
Nas curvas e voltas da sua imagem
Imponente , translúcida
Fico olhando para o mar revolto
Das dúvidas , que são colocadas por
Maestria pela sua beleza sem par .
Vou nadando de braçada em braçada e
Me perdendo ... nas ilusões que criei
para nós dois .
Autor: Everton Alves.
