Olhos Rasos D'água
Como pode um homem
Sentir tanta saudade
Da mulher que ama
E se deita
Na cama procurando por ela
E não a encontra
Apenas o contorno bem marcado
Afundado, perfumado
No doce leito de amor, juras, renúncias
Levanta e procura
Pelos cômodos da casa seu aroma
Sua silhueta tão provocante e amorosa
No convívio do apartamento 407
Senta para ler o jornal de domingo
E não sente mais o braço de sua amada
Envolver seu pescoço por trás do sofá
Vai almoçar na casa que não é sua
Mas foi acolhido com seus defeitos
Limitações, manias que o definem tão bem
A cadeira na outra extremidade
Da mesa, está vazia pela mulher
Que faz parte da sua vida
E enche de solidão esse coração
Que pensa em ti a todo instante
Vou ao encontro da rua, do mundo
E minhas mãos não estão
Segurando mais as suas
E sinto um profundo pesar por tudo isso
Vou digitando uma carta
Pedindo que volte ao nosso lar
Para dentro das linhas, das promessas ditas
Do encontro de nossos olhares
Do amor sentido e ofertado de verdade
Sinto falta não vou negar
Da minha flor dourada que mesmo longe
Não sai do pensamento e está por juramento
Presa no meu olhar em todos os dias
Minha deusa que está
Do outro lado do meu oceano
E pelas páginas escritas vem me visitar
No fim de mais uma tarde
Sem ouvir o som da sua voz apaixonada
Percebo como sinto sua falta no silêncio
Desse apartamento e lamento
Pelas palavras não ditas
Poemas não recitados e sentimentos
Não declarados, na segurança do nosso aconchego
Te amo, como o firmamento não pode viver
Sem o luar e o brilho das estrelas
Estou passando por momentos difíceis
Mas nunca se esqueça, que o meu deserto
Se encheu de flores por você.
Autor: Everton Alves.

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