Quando Não Nos Conhecemos
Vou contar uma história de um verso , que vira conto ,
Que vira mistério . Na ilha da Sicília vivia um rei e seu filho
E uma moça que morava no campo , desconhecida
Um certo dia , o rei já de idade , foi caçar com seu filho
E com maestria , pois a ensinar a derrubar os galhos do caminho
Segurando firme o machado , com as mãos bem juntas na ponta do cabo
E a manejar com certa destreza o arco , e a flecha lançada
Numa pinha em cima da cerca . E a lutar com sua espada ,
E a defender com seu escudo . Artigos tão pesados e difíceis
De manobrar para um rapaz , com corpo franzino que gostava de voar
O jovem príncipe nunca foi afeito as aventuras terrenas
Dos homens do seu reino . Ele era capaz de apaziguar
Uma guerra , colocando tinta na pena e escrevendo
Um armistício para todos
Ele era uma boa pessoa , não compreendida por seus pares ,
Que viam na demonstração de masculinidade pela virilidade ,
O caráter de uma pessoa . E um dos seus sonhos , era conhecer
Ele mesmo uma boa moça , que seu coração pudesse escolher ,
Sem os costumes da sua época . Que a felicidade , eram casamentos
Arranjados entre reinos , para acabar com guerras e manter um
Estado suspenso de paz momentânea . Era assim , dentro dessa
Ilha que seu sábio pai comandava
O rei chamou-o para experimentar a emoção de pegar sua
Primeira presa . E depois de lhe dar as explicações , retornou
Com um semblante orgulhoso por deixar seu filho varão ,
Aquele que herdará o seu lugar no trono
O príncipe foi instruído de uma ação simples , caçar um javali .
E trazê-lo para diante do rei , no seu reino . Mas , tinha uma condição!
O animal poderia ser alvo de apenas , uma de suas armas sobre a armadura
E perguntou :
Pai , se eu usar a espada , e errar o golpe . Não poderei
Usar o escudo para me defender? Não .
E se errar a flecha lançada , não poderei usar o escudo
Para me defender do contra ataque da besta? Não .
E se apenas o atordoar dando investidas com meu escudo ,
Não poderei usar a espada para enfim matá-lo? Não .
E com esses dizeres , se encontrava sozinho dentro da mata
Depois do meio dia . E levou consigo , umas folhas de papel e
Um pouco de tinta . Nisso observa o javali passar entre as
Árvores ao longe . Para falar a verdade só via o contorno do
Seu dorso . Nas sombras um javali sempre se parece com javali
Ou um porco , mas continuam sendo caça
Nisso , pela estrada onde caminha para fugir dos perigos da floresta ,
Surge atrás dele uma sombra de alguém , seguindo no mesmo sentido
Que o seu . E a pessoa com uma voz doce e melodiosa lhe pergunta :
Oi , você é o príncipe do castelo? Olho para ela , e como era bonita .
Com um sorriso largo que iluminaria toda a noite , e como queria que
Ela me conhecesse sem meu título de nobreza . É bom de vez em quando
Ser você mesmo ; nem sempre certo , nem sempre tão errado
Disse apenas que era um caçador . Porém , não um simples caçador .
Mas , um que já capturou inúmeras feras e as colocou na parede ,
Como troféu e ficou todo todo se gabando .
E ela lhe pergunta : Que fera nobre caçador , te traz para nossas terras?
Que eu saiba aqui não há nenhuma fera que prejudique os camponeses
E muito menos a realeza
Vim jovem moça , caçar um terrível javali . Que apareceu a poucos
Dias causando desespero para os moradores da vila dos pescadores ,
E essa ameaça veio para cá para nossas terras .
Que horror , espero que tenha êxito em sua caçada , jovem caçador
E na esquina ela virou a direita e seguiu o seu caminho
Que bela moça , agora que ela se foi , posso entrar em combate
Contra a minha frágil presa . E adentro na floresta , o dia está indo
Embora e o sol começa a retirar-se atrás do monte Etna
Depois de andar mais de um quarto de volta do relógio , me deparo
Com o javali descendo uma gruta e o sigo . E cada vez que ele se
Embrenha no desconhecido da caverna , mais sozinho me sinto
O javali ficou encurralado no fundo da caverna , tem só uma abertura
Bem pequena que só cabe uma pessoa esbelta . Graça aos deuses dá
Para passar bem apertado . Com muito custo passei pela fresta ,
E fiquei cara a cara com o javali . Dava pena vê o pobre animal grunhido ,
Esperneando , e cavando uma possível saída naquela dura rocha
E tenho que admitir que javali bonito ; quase da altura do meu queixo ,
Com aquelas presas que deveriam ter uns 60 centímetros de tamanho .
E seu corpo musculoso , que poderia facilmente derrubar uma carroça ,
Numa investida . Coloquei minha mão para pegar a espada , e lembrei
Dos dizeres do meu sábio pai ; apenas uma arma para ir de encontro a caça
Fui com o pensamento e uma confiança sem tamanho , já imaginando
Entrando pelos portões e meu pai me saudando pelo magnífico feito
Do seu único filho . Minha mão passa direto e não encontra a espada ,
Passo a mão em frente ao meu corpo , para pegar o arco e flecha no
Ombro esquerdo e não encontro nada
Pelos deuses! O que está acontecendo! Agora a única maneira é usar o
Escudo preso nas minhas costas . Vou pegá-lo e nada . E meu jovem coração
Dispara e o javali se vira para mim . E começa a me rodear , com medo
E pernas bambas o sigo no movimento me afastando da saída . E ele
Para estacionado em frente aquela fresta apertada por onde entrei
Anoiteceu no reino . E veio o dia . E nada do príncipe aparecer , o rei
Preocupado saiu agoniado galopando com seu cavalo . Desesperado
Perguntando a todos , que apareciam no seu caminho se tinham
Visto seu jovem filho
E uma moça andando pela estrada , é parada pelo rei . E é perguntada , se
Ela tinha visto um jovem rapaz , seu filho! Que ele tinha deixado na
Floresta para caçar no dia anterior . E ainda não tinha voltado para o castelo
A moça sem emoção nenhuma na face . Gélida feito mármore , o entrega
um pedaço de papel . Não disse nada , apenas seguiu o seu caminho e na
encruzilhada virou a direita . No papel estava escrito os seguintes dizeres :
Devemos ser nós mesmos . Devemos ser nós mesmos perante o mundo ;
Perante as outras pessoas ; perante aquelas pessoas que amamos ;
Perante a nossa família . E sobretudo ; perante nós mesmos .
Autor: Everton Alves.

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