Jayne
Me veja como as ondas que tocam suavemente a areia ,
E procuram levar consigo banhista desavisados , para
Seu abraço terno e sincero
Procure descansar pela sinfonia do seu vai e vem
Sobre as pedras , que trazem o canto perdido
Das mitológicas sereias
Me perceba , através da brisa úmida que refresca sua
Pele macia nos calorosos e abafados dias do verão .
Deixa-se envolver pela fragrância trazida pelas flores
Ao seu corpo divino . Respire e transpire felicidade por
Todas as vezes que o vento fizer você lembrar de mim
Me sinta diariamente durante as 24 horas do dia . Durante
Os nossos silêncios , procure pelo som inaudível das batidas
Do meu coração . O fervor da rua esperando a sua volta ,
A luz do meu olhar sereno sobre o seu , que observa
O pulsar inconstante de nossas vidas
Me ouça , quando viramos canção ; que não sabemos direito
Cantá-la , que erramos a letra , que erramos por vezes o ritmo .
Mas , a melodia ultrapassa o entendimento de qualquer coração ,
Por mais frio que pareça e mais distante que esteja
Me chame nas horas que tudo ficar confuso na sua mente .
A vida parecer que não vai para frente , e o medo da solidão
Começar a te envolver novamente
E o céu não tiver tantas estrelas . E se , as últimas que sobraram
Parecerem faíscas que cintilam no firmamento de suas dúvidas .
Não se entregue tão facilmente , o dia tem a lua e a noite tem o sol .
Me deixe lhe mostrar a beleza que você momentaneamente esqueceu ,
Nas reviravoltas doídas da perda repentina de uma paixão
Me espere chegar com os chás da manhã ;
Camomila para acalmar , uma conversada descontraída que anima .
Erva cidreira para levantar , uma dança improvisada e coreografia
Inventada no chão da cozinha . Capim limão para elevar os sentidos
Por agora adormecidos , retraídos pelo silêncio esmagador da noite ,
Que invade sem pedir licença seu resto de dor
Me encontre na soleira da porta , que nos levam a vários lugares ,
Alguns desabitados outros cheios de vida . Não tema o desencontro ,
Mas evite os encontros tortos da beleza que engana e também
Ensina no fim das contas
Na hora da tempestade e o raio iluminar as nuvens escuras
Contidas na sua vivência , repare a lua , a igreja matriz , as praças ,
As ruas , as casas , os comércios , os jardins que guardam tesouros e
Revelam por vezes desgostos . Por um jardineiro pouco habilidoso
Com as belezas , mistérios , desejos do coração
Sejamos um para o outro luz de farol . Para nunca perdemos a
Intenção de voltar a ver , sentir , viver dias melhores , por mais
Escuros que os dias presentes pareçam ser
Que as ondas da felicidade , possam levar a maioria das
Coisas para seu interior . Mesmo que sobre algo em nossas
Mãos , aprenderemos que podemos e devemos por nós mesmos ,
Recomeçar tantas vezes forem necessárias para esquecer a dor
Esse possível amor ; provavelmente se iniciou com o despedaçar ,
Inesperado da rosa . Enraizada na rocha de arenito ; na planície de
Inundação do rio das águas incertas , promessas não cumpridas e
Sombras das esperanças vividas .
Autor: Everton Alves.

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