Jéssica
O olhar fixo da mulher que me fitava e
Nunca percebia , depois de uma encarada .
Ela entre suas conhecidas e eu admirando
Suas costas iluminadas
Por uma aura que desperta desejos carnais .
Sua voz grave e escrachada , que vai além
Da audição da gente
Após , quase uma vida sendo desprezado pela
Deusa da tempestade . Que se encontra mais distante ,
Entre as minhas lembranças . Culpa exclusivamente
Dela . Que me deixou abandonado , perdido , carente
E desejando a cada dia , estar mais perdido
Longe de suas vistas . Que só quer me ter ,
Quando precisa de alguma inspiração . Para
Dar algum sentindo em sua vida sofrida
Qual o medo que uma deusa pode ter ?
Um ser que não tem obrigação de se envolver
Com os mortais . Não precisa experimentar , os
Sentimentos humanos conflitantes
A vida dessa divindade é a mais chata de todas .
Desprovida de emoção e realização , é só ela na
Escuridão da manhã e no entristecer da noite
Embora pareça que tenha sido intencional , a
Primeira vez que nossos olhares conversaram .
E um possível novo começo , passou pela minha mente .
Pela mulher de cabelos negros e sorriso marcante .
Que me acolheu discretamente , no seu olhar falante
Olho para o céu , olho para o horizonte e não vejo
Ou ouço as lamentações da deusa . Creio que esteja
Confinada dentro de seu mundo , de falsas certezas
E espero que algum dia , um pouco de humanidade ,
Possa invadir sua alma insensível e distante de tudo .
Que seja mostrada a fragilidade da sua alma perdida .
Que procura ser achada ; compreendida e quem sabe amada .
Autor: Everton Alves.

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