Sutil Deslize
Nesse silêncio e nessa solidão noturna
Meus medos aparecem sem cerimônia
Os espelhos que refletem
O que a alma esconde dentro do bosque
Espelham ao mundo o último
Sempre o último lamento
Sempre o último lamento
O sangue que escorre da fronte
É visto sem mistérios na sua face
Incrédula marmorizada
Incrédula marmorizada
Outrora me desfiz
Entre espinhos de um arvoredo
Entre espinhos de um arvoredo
Que me apeguei com carinho
E me fez sangrar dolorosamente
E me fez sangrar dolorosamente
Na traição de um afeto
Rebelado, julgado, condenado
Rebelado, julgado, condenado
Deixado a própria sorte
Na aspereza de suas mãos tolas
Na aspereza de suas mãos tolas
Meus navios
Espreitavam e admiravam
Espreitavam e admiravam
A deusa ritualizando
E afugentando as marés
E afugentando as marés
Colocando-me prostrado
E inerte aos seus pés
E inerte aos seus pés
Turbulentos e calmos
Contemplando a lua no espaço
Contemplando a lua no espaço
Participei fervorosamente do enlace
Cravado na mente resquícios
Do ferimento do famigerado
Do ferimento do famigerado
Esperado, atrapalhado
Travesso e endiabrado cupido
Com os olhos ajuntados
Sobre a flecha lançada
Sua simpatia foi o impulsionador
Da minha queda anunciada
Pelo seu forte gênio, que perturba
A vibração positiva do ser mais zen
O futuro acalenta o pretérito que nunca existiu
E o passado enterrado
Faz redemoinhos no tempo presente
Pensamentos lançados no vazio
Dos seus sentimentos traidores
Que traem a si sem fingir
A rota longínqua
Definida pelo navegador
Não o preparou para a
Inesperada dor infligida pela flor
Com seu cabelo dourado
Amado, evitado nas desilusões
Encerrado, deixado em
Algum canto da memória
Desse homem apaixonado
E incompreendido que grita em voz alta
Para ela ouvir o seu sofrer, enfim
E se arrepende ao se lançar
Nas reviravoltas do acaso
Para enxergar e sentir
O desprezo da mulher que ama
E o deixa de joelhos, segurando
A ínfima chama de esperança.
Travesso e endiabrado cupido
Com os olhos ajuntados
Sobre a flecha lançada
Sua simpatia foi o impulsionador
Da minha queda anunciada
Pelo seu forte gênio, que perturba
A vibração positiva do ser mais zen
O futuro acalenta o pretérito que nunca existiu
E o passado enterrado
Faz redemoinhos no tempo presente
Pensamentos lançados no vazio
Dos seus sentimentos traidores
Que traem a si sem fingir
A rota longínqua
Definida pelo navegador
Não o preparou para a
Inesperada dor infligida pela flor
Com seu cabelo dourado
Amado, evitado nas desilusões
Encerrado, deixado em
Algum canto da memória
Desse homem apaixonado
E incompreendido que grita em voz alta
Para ela ouvir o seu sofrer, enfim
E se arrepende ao se lançar
Nas reviravoltas do acaso
Para enxergar e sentir
O desprezo da mulher que ama
E o deixa de joelhos, segurando
A ínfima chama de esperança.
Autor: Everton Alves.

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