terça-feira, 15 de maio de 2018

Depois da Meia Noite

Depois da Meia Noite 


Quanto tempo caminhando
Numa estrada que sempre quis estar
Na genuidade que guia meu coração

Sonhando sempre com uma chegada
E percebo que realmente a parte
Mais importante estou deixando eclipsada

No intuito simples e sincero
Do que me espera depois da curva
Dessa longa e prazerosa trajetória

Caminho tantos meses ao lado
Da mulher que amo e esse percurso acaba
Por estar em segundo plano. Não falado
Não reverenciado, não agradecido

A soma de todos os esforços
É em parte, tão importante como o fim
De uma jornada estenoante

Que gera imensa satisfação
Apenas em se colocar em fluxo
O movimento também é um sinal
De aprendizado, carinho, ardor

Já fizemos bodas, meu bem
Sei que é uma tradição
Comemorar por datas longas
20, 40, 70 anos de união

É o nosso enlace feito na esperança
E fundamentado na autenticidade
Das palavras, músicas, postagens

Olhares e silhuetas
De fotografias apresentadas
Que não representam nossas vidas
Porém, traduzem um estado de espírito

Em suma, é a representatividade
De nossos desejos ardentes
Em se encontrar mais uma vez

Fale para o mundo que seu amor
Que está além das montanhas
Está comemorando bodas de papel contigo

Na realidade são bodas de amor dedicado
Sentimentos que nos une na vastidão
Da interpretação dos nossos signos
De terra e água

Não espere por Urano
Reorganizar seu mapa astral
Ou o trânsito de Mercúrio
Ou a próxima fase da Lua

Sonhe e sinta-me apesar da distância
Minha cronista de cabelos dourados

O amor atravessa o entendimento
Sublime da lembrança.
                                          Autor: Everton Alves.


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