Montanha Russa
Passamos por momentos difíceis de explicar
Complicados de externar pelas terras afora
Angustiantes dentro da fonte que provém a fé
Um touro que tem seu ímpeto
De atacar. A carpa perdida
No redemoinho do seu coração
Alma afligida por tentativas
Sem respostas. Do vácuo frio de seus olhos
Corpo corrompido pela dor que escurece
Minha visão canhota
Um touro; animal forte de carácter
Indomável pela sua sorte, cai aos prantos
Entre quatro muros onde esconde
Suas alegrias e pesares
Nos goles de café da sua cozinha
Com paredes descascando na agonia
Do não saber se verá o amanhã tão lindo
Como os nossos dias de convivência
Nas quintas e domingos
Um touro que cai ao chão pela simples
Menção de seu nome num poema de amor
Do peixe perdido em seus problemas
Procurando uma simples flor
Que une a deusa, água, touro e carpa
Essa ventania que não dispersa
As nuvens ali no cantinho do céu
Está grudada por algum propósito
Num minúsculo ponto
E por vezes sentimos
Como se cobrisse tudo de sombras
Pobre impressão de um espírito sofrido
Por aquilo que não tem controle
Um calvário em vários prismas, de inúmeras vidas
A esperança de dias ensolarados que vem nas horas
Em certas e imperceptíveis horas
Essa sensação de felicidade que esvaiu-se
Sem ao menos querer ficar
Repousar um fim de semana na nossa porta
Quando oferecer minha mão
Aceite-a. Meu arco íris de cores desbotadas
Com seu pote de ouro tão resplandecente
Que perdeu a cor e está meio castanho, meio cobreado
No fim das contas a carpa só pode mandar afetos
E contemplar a irritabilidade do pomposo, triste
E teimoso touro, tentando encontrar a flor perdida
Que está por ironia presa
Na sua testa. E traz agonia, desesperanças
Paixões para ambos, no decorrer lento e sinuoso dos dias.
Autor: Everton Alves.

Nenhum comentário:
Postar um comentário