sábado, 13 de janeiro de 2018

Objetiva e Amorosa

Objetiva e Amorosa 



Entre todas a mais bela
Num local de ensino no 2° piso pude conviver por um período
com a mulher que me ensinou sobre certas coisas da vida
com seu sorriso, misterioso, lindo

E nos rolos dos filmes apresentados,
um mundo que não sabia que me encantaria
Produções longínquas feitas com o dinheiro contado,
mas com histórias e estórias mostradas de um jeito singelo, bonito, reflexivo

"H", já imaginou a Persona do curta Olmo e a Gaivota chegando em casa
tirando a Pele de Vênus e sentando no sofá pra vê Paris Is Burning na tv
Enquanto telefona pra Une Nouvelle Amie que conheceu em uma viagem
Talvez a Paris, Marselha, Lyon ou Toulouse quem sabe?

Sinto falta do seu sorriso, da sua gargalhada,
das suas falas com o seu (então),
seus silêncios e das nossas brigas
Das mensagens trocadas nas redes sociais,
das conversas sobre os filmes e dicas

Você lembra do vinho que tomamos aquela noite
Ou da dança naquele baile no fim de semana
A praia, a montanha, a estrada, a chuva, as flores,
a viagem, o jantar, o abraço, o choro, a despedida
E tudo que não fizemos, não vivemos "H"

A sociedade ensina que devemos suprimir os nossos sentimentos
Ai daquele que Curtir, Comentar, Falar, Ligar, demonstrar seus afetos
Relações chatas, sem graça, cinzentas

A gente se afasta e as coisas retornam aos seus devidos lugares,
como deve ser na verdade
Tudo some
a vivência, os sorrisos, os olhares
O tempo passa e o que ele leva?
Ele trás de volta ou é uma viagem de mão única? Quem irá saber?

Queria ser o homem que virou árvore
E vive marcado em você eternamente "H", na pele,
no corpo, no coração, no olhar, na mente

E penso, creio, acredito
que sempre há uma luz,
Sempre há.
Sempre.
                                          Autor: Everton Alves.


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