Nota de Rodapé
O sol escaldante está a pino
Deixando todos sufocados pelo
Seu esplendor característico .
Fonte de vida e riscos de
Comprometimento da visão ,
Quando olhado diretamente
Num eclipse
No calor ainda sinto amor . Será ?
Tudo aparenta um desânimo só .
Com o calor emergindo sinuoso do
Asfalto numa lembrança vaga dos
Movimentos rítmicos de uma
Dançarina do ventre com sua espada
No mormaço ainda sinto sua falta . Será ?
E os vendedores de picolés
Enfrentam o calor infernal .
Vendendo seus produtos e os
Carrinhos térmicos não aguentam
O abafamento do ambiente .
E chegam nas mãos dos clientes
Ávidos por refrescância já em
Processo de derretimento ,
Escorrendo pelas mãos pequenas
Das crianças
Na miragem ainda sei seu nome . Será ?
As folhas das árvores murcharam,
Ainda verdes nas copas das árvores e
O incômodo provocado se alastra
Por todo lado . Ao longe vejo o céu azul
Ficar esfumaçado em razão de um danado ,
Aproveitando da situação tacou fogo no
Capim para limpar o rancho do matagal
O banho de piscina , não lembro . Será ?
Agora o ar fica impregnado com
o cheiro da fumaça e mesmo aqui
distante muitas léguas dentro da cidade .
Começa a chover , cinzas pretas do
Mato queimado
O aroma do seu corpo está ausente . Será ?
E o mormaço se instaura . E deixa todos
Esperando um pouco de misericórdia
Dos céus , para apaziguar esse inferno
Causado em parte pelo homem . Que
Destrói sua casa a milênios e esquece
Que não temos outra residência
Meus dedos não lembram ,
O toque em seus cabelos loiros . Será ?
E nesses tempos ; ainda me pego pensando
Nas coisas que nunca fiz por temor
Ou pela premissa que depois de mais um dia
Provavelmente as lágrimas irão secar e
No meio da estrada ficarão
E hoje deitado na varanda , a água que mina
Dos meus olhos encharcam e fazem poças
Que refletem doidas no meu colchão .
Autor: Everton Alves.

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