A Calma Sincera de Lívia
Toda vez que me recolho calada
Num canto , tua sombra diurna
Vem me visitar , me rondar
Querendo se por a par
Da minha vida
Respiro e docilmente te entrego
Em seus ouvidos abelhudos
O que vem especular e com
Um ar de satisfação se
Põe a voar
Estava regando borboletas
Cintilantes pelas ondas digitais ,
Me mostrando viva apesar dos
Percalços dessa minha vida .
Por vezes mal compreendida
Navegando sem sair do lugar .
Procurando aprimorar meus
Conhecimentos e a sombra não
Esperou nem eu sentar e relaxar .
Adentrou no meu campo de visão ,
Sem ao menos ser requisitada
O rapaz que meus olhos querem
Já percebeu as investidas da dúvida
E sempre que pode saí de perto .
Para que a visita se sinta mais
Aconchegada , ao redor da mulher
Por ele amada
Porém como um bom companheiro
Que cuida da sua cara metade ,
Sempre fica por perto para qualquer
Possível eventualidade
A sombra quis saber o que tanto
Olha e escreve nessa maquina de escrever .
Será que está namorando? perguntou .
E ela sem se importar com a sombra ,
Respondeu gentilmente a intromissão e
Satisfeito foi manso para outra direção
O que esconde debaixo desse sorriso sincero ?
O que suas delicadas mãos que vagueiam pelos
Seus cabelos loiros e as teclas dessa máquina ,
Querem tanto dizer e não dizem ?
Onde anda esse seu coração e pensamento ...
Procurando refúgio bem longe do seu corpo ,
Quando as coisas não vão tão bem ?
A sombra tenta aprender as nuances
Claras e objetivas da vida , que sua visão
Restrita não consegue ver
Busco conforto nas frases trocadas ,
Nas madrugadas iluminadas ,
Pela sua amável presença .
Autor: Everton Alves.

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