sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Só Você Não Vê

Só Você Não Vê 



Quem é esse, que adentrou na sua vida?
E está te afastando gradativamente do som da minha voz
Da doçura da minha escrita apaixonada, e de nossas
Trocas de olhares, que confortam as nossas almas cansadas

Me deixa sentir que ainda é minha. Pois, sabe que sou ainda seu
Então, não deixe o barco afundar sob nossos pés bailarinos
Dançando no chão da cozinha, da sala, na varanda da sua casa

Me deixa lembrar de você Amanda. Sentir o tempo passando
Lentamente no momento que te vi. Deixa a prece que fiz
Guardada na minha alma para você. Que seria por mim tão amada

Deixa o seu aroma permanecer nas minhas narinas, no corpo
Sob a minha pele que nunca tiveram o prazer de te tocar
Deixa minha mão grossa de tanto trabalhar nos percalços
De uma vida, alisar os seus cabelos dourados e caírem suavemente
Pela sua nuca massageando-a carinhosamente e desaguando
Sobre sua pele macia da sua cintura

Deixa me lembrar das brigas no meio da rua, dos dessentimentos
Sobre a sua cama e a torturante saudade que ainda não teve de mim
Das nuvens que passam sobre ti. A lua que revela a nossa covardia
Do sol que ilumina tudo o que toca, menos as nossas sombras de
Um passado nosso, que carregamos como uma muleta para o futuro

E encobre os sentimentos dos dias presentes, como é triste amar
E não deixar o homem que te ama saber. E deixá-lo caminhar
Entre devaneios, deixá-lo cair, deixá-lo perdido

E você segurando esse mar de amores. Transbordando pelos seus
Olhos marejados, feito lágrimas ou chuva fina durante a chegada
De uma frente fria. Querer eclipsar o incêndio que virou o seu coração

Em qualquer lugar que esteja olhando para o nada. Ou por distração
Se pega pensando em mim. E começa a entender o amor sincero que
Nos dedicamos mutuamente. Durante esse tempo de convivência na
Morada mais bonita, de uma coragem preguiçosa e paixão ardente.


                                          Autor: Everton Alves.


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