domingo, 9 de setembro de 2018

A Carta Que Não Enviei

A Carta Que Não Enviei 



Numa tarde fui até a cidade do meu bem
Andei pelas vias da cidade mineira e de
Um ar britânica. E fui direto para o meu destino
Não para os braços de alguém, como seria bom supor

Nas ruas entardecidas pelo vento frio do
Inverno que brincalhão traz arrepio, levanta cabelos
E roupas por onde adentra, e esfria a paisagem
Com a sensação característica de uma friagem

Com cara e alma de um outono que veio
Tomar uma xícara de chá e resolveu prolongar
Sua estadia por mais um tempo, essa intuição
Trazida pelas estações, me faz sentir mais
Aconchegado na terra que pertence aos Juiz-foranos

A vizinha da rua direita e do meu amor que
Por uma vez ou outra pensa estar em Ibitipoca ou
Itacoatiara tomando aquele banho de sol e bebendo
Aquela água de côco refrescante, debaixo do guarda sol

E bem longe de onde se reconhece como parte
De um todo e se desconhece quando faz parte dele
Essas cidades que não nos definem. E num pensamento
Leve da liberdade que vai voando. Como aquele passarinho
No fio de alta tensão na rua abaixo de sua casa

Encontrei o local a qual indiretamente me chamou
Para chegar e me alojar nas muitas poltronas
Disponíveis no saguão de entrada

Para que ter elevador e escada rolante para
Um lance simples de escada? nesse Hotel Victory Trade

Pisei pela primeira vez e agora espero ansioso
Para o começo do evento e sem lamento aguardo
Parado e aliviado pelo trajeto no meu tênis bem
Bem amarelo ouro saudade

E volta e meia te vejo em cada mulher que
Transita no salão marfim, mesmo que meu
Pouso seja por um curto período de tempo

Sou o homem que deixa pedras não lapidadas na estrada
Para nunca esquecer do começo da jornada e no recomeço
Em algum lugar dessa cidade estrelada

Pelas pessoas que se amam em silêncio e
Sonham no reencontro com seu par na manhã
No seu lar. Na volta pra casa e no mar da sua cama.


                                          Autor: Everton Alves.


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