Olhos Tempestuosos
Recebo uma mensagem escrita à mão
Da mulher que tinha meu coração
Que agora me deixaste só
Renunciou as nossas juras apaixonadas
Para se lançar de novo na estrada
Quinta-feira e recebo essa paulada
Essa espada que transpassa meu coração
Agora deserto sem as flores
Que nasciam por insistência minha
Que abarcavam minha solidão
Mas, não posso prendê-la no meu cais
E nem dentro do aconchego dos meus olhos
E na segurança de meus braços
No desejo dos meus lábios
Saiu sem falar nada com sua linda boca
Apenas uma carta deixada
Sobre a mesa da cozinha
Perto do jogo de porcelana de chá
Que lhe presenteei no seu aniversário
Meus olhos vão lendo cada palavra, frase, parágrafo
E as lágrimas começam a molhar o papel
Dessa despedida unilateral que é só dela ... é só dela
Não posso impedir o aperto
Pela partida da mulher que por meses
Fazia parte da minha vida
E a deixava mais alegre com o passar dos dias
Mas, só quem ama é que sofre na realidade
Nunca saberá da minha tristeza
Em lê a carta que me deixou sem chão
Cheio de emoção transbordando para fora de meu ser
Com uma mágoa profunda
Em não entender até o presente momento
Onde foi que errei, você errou e se porventura erramos
Porque me abandonas-te numa casa que não é minha
Numa rua que não é minha, num bairro que não é meu
Numa cidade que não me pertence
E num olhar nonsense
Me perco na lembrança
Da sua face linda irradiando calor
E hoje, infelizmente fria ao meu ver
Não saberá
Como me despedaçou por dentro ...
Nunca saberá.
Autor: Everton Alves.

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