domingo, 4 de março de 2018

O Cálice Derramado

O Cálice Derramado 



Estava me lembrando
De alguns acontecimentos passados
E lembrei de amores que tive
Durante a minha vida

Tantos que passaram
E deixaram algo em comum
Guardados com carinho
Esquecidos durante a caminhada dos dias

Viraram o que todos viram um dia
Vivi todos de forma plena
Fiz tudo que queria fazer
Em cada época, ocasião, situação

Quando iniciamos uma relação
Não pensamos num possível término
Pois vivemos o hoje, mas vivemos
Independente da frase celebre: Nada dura pra sempre

E se pensar bem
Vemos as coisas de outro prisma
Quando estamos de fora
Quando acabou, quando queremos acabar

Não se lamente pelas coisas
Que aconteceram na sua vida
Que bom que aconteceram
E você está aí pra contar histórias

E você virou lembrança na vida de alguém
E esse alguém, por sua vez virou sua lembrança
Quando acordo pela manhã
Vejo todos os dias, na frente de minha janela uma montanha

Sei que atrás dela
Em todos os dias contidos nos anos
Nascem o sol e a lua

Por vezes esse aparecimento
Dos corpos celestes, não tem hora
Não tem condições climáticas adequadas
Mas o seu surgimento é certo

Agradeço por cada relação que tive até hoje
E as guardo com devido carinho na lembrança
E quero me relacionar de novo
Pois, minha alma sente falta da sua

Que está além da razão
Porém tão perto do coração
Espero todos os dias a lua e o sol

E pode ficar tranquila Hellena
Como a montanha não existe para os astros
Ela não existe pra mim também e te vejo ao longe

Sempre na esperança diária de um dia
Também não exista montes
Que te impeçam, de vê a beleza do seu coração

E de me vê
Como aquele que te enxerga
Além das dores, dos medos, das magoas

Dos ressentimentos, das imperfeições
Da sua alma, corpo e coração

Por que você não quer vê?
Por que você não vê?
Por que?

                                          Autor: Everton Alves.


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