quarta-feira, 22 de agosto de 2018

O Semáforo Não Espera Sua Indecisão

O Semáforo Não Espera Sua Indecisão 


Na iminência de uma assembléia
Extraordinária aqui no meu curso
Hoje à noite para tentar resolver
Certos assuntos acadêmicos

Com presença obrigatória dos
Discentes. Fico sentindo mais a
Sua falta. Dos abraços que não te dei
Dos carinhos que ainda não trocamos
Dos beijos ternos que não tivemos
Como sinto sua falta, Deborah

Ontem me peguei pensando, que
Talvez esteja mais apaixonado pela
Mulher que amo e fico me indagando:
Será que dá para amar mais?

Ou chegamos num certo limite?
Ou o coração consegue bombear
aromas de rosas indefinidamente?

O tempo. O seu passar me trazia
Aflição por cada volta do ponteiro
Me deixava mais distante de você e
Inversamente mais apaixonado
Pela sutil menção de seu nome em
Qualquer lugar

Em falar nisso; dias desses veio
Uma mãe e sua filha aqui no trabalho
E fiquei surpreso quando a mulher
Chamou-a pelo seu nome e sobrenome

Exatamente, desse jeito imprevisto
Sem testemunhas. Só esse coração que
Enche de amor por causa de cada
Fragmento que mesmo pequeno me
Leva até você

E a saudade só aumenta com
O passar dos minutos, dias, meses
Longe da sua adorável presença

Agora compreendo quando dizem
Que o amor dói e às vezes fere
Gerando melancolia, naquele que
Pintaria o seu prédio de lilás se
Assim desejasse

Ou que dançaria contigo debaixo da lua
Na calçada de sua cidade. No seu bairro
Naquele restaurante. Com música ambiente
No corredor do seu prédio. Na pracinha
No meio da sua cozinha. Entre os lençóis

Você dançaria com esse homem? Que te ama!
E não sabe ao certo como te dizer o que sente
Mas, só sabe que sente. E com tamanha intensidade

Vivo presente no seu olhar. No seu respirar
E nos incontáveis dias que estamos afastados
Faço pulsar mais fortemente, esse seu coração.


                                          Autor: Everton Alves.


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