sábado, 25 de agosto de 2018

A Deusa do Morro Santo

A Deusa do Morro Santo 


Não sei se é o destino ou se tudo já está determinado
Em você conhecer novas pessoas, mulheres, moças
Estou um bom tempo sozinho e o coração fica
Carente querendo alguém para ficar com a gente

Uma boa conversa ou simplesmente
Jogá-la fora sem pressa, uma boa companhia
É o que esperamos para nossas vidas

Esse mês de Agosto, que os antigos dizem
Ser de desgosto, pode até ser em parte
Para algumas pessoas. Para mim está sendo ótimo
Estou conhecendo várias pessoas novas e
Estabelecendo pontes duradouras com algumas

E entre tanta gente conheci Gisele
Uma mulher encantadora. Ao que me parece
Não tem muitas dúvidas, tem um sorriso bonito
É mais baixa do que eu, e é bem humorada
E apesar da trajetória de sua vida até aqui
Sem mágoas aparente. Só um cansaço
Presente em seus olhos

Nunca tinha falado com ela
Até que tive que falar. Fui forçado a fazê-lo
Primeiro contato feito e pensar que
Nem reparava nela transitando por aqui

Os meus colegas comentavam sobre ela
Mas nunca tinha tido a oportunidade de
Conversar com ela. E esse dia chegou

E como diziam, que era uma mulher bonita
E soube tempos depois que é mais nova do
Que eu. E isso me chamava minha atenção
E depois passava como um pensamento outro

No meio dos colegas disse o meu nome
E direcionou a palavra para mim
Como pode ser possível? se nunca
Sequer trocamos frases, olhares, afinidades

Me mostrou uma foto dela sentada
Numa rocha em certa serra e fiquei
Admirado pela sua coragem em ficar
Parada a poucos metros do precipício

Quando uns reclamam do amor recebido
Outros o recebem muitas vezes sem saber e
Doam simplesmente, por quererem os seus dias
Rodeados por flores prateadas, sinceras, douradas

Nunca mal diga do amor doado, pós é raro
Seja humilde e aceite de bom grado esse achado
Que procuramos tanto e quando recebemos
Não damos o devido valor e pode ir para longe

Por isso gosto da Gisele, da sua alegria
Da sua auto-estima elevada, da sua cara
Olhando para o nada, das amizades que
Faz por onde passa, pelas suas conquistas

Cada vez que zomba ou faz pouco caso dos
Meus sentimentos. Mais me afasto e me
Faz olhar no meu entorno. Assim vai me perdendo

E uma hora ou outra, a moça de cabelos morenos
Sorriso fácil, de bem consigo mesma e com a
Vida pulsante em sua volta acaba ganhando
Alguns metros. Adentrando suavemente
Nas margens, desse incompreendido oceano.

                                         
                                          Autor: Everton Alves.


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