terça-feira, 11 de setembro de 2018

A Erva Daninha e as Andorinhas

A Erva Daninha e as Andorinhas 



Fico feliz pelo amor apresentado , pela defesa
Arraigada de um réu que não cometeu crime no
Código civil nenhum . A única transgressão que
Ele próprio assume a culpa e se julga culpado , é
Amar imensamente a mulher a qual é acusado

Não nega o ocorrido e faz sua própria defesa
Para o velho juiz , que cuida da vida alheia e
Que almeja encantar a bela flor desmoralizando
De todas as formas o seu amor

E começo a falar . Quero dizer escrever . E em
Poucas linhas escritas , resumo o que não precisava
Ser dito aos olhos julgadores de um magistrado
Que quer a todo custo , nem que seja um olhar
Complacente da minha advogada amada

E quando escrevia , o velho a olhava desejando-a
De tal forma que usava com maestria todos
Os artigos das leis conhecidas e se dirigia a ela
Com um ar culto , de um aristocrata pseudo
Entendedor do mundo invisível do amor

Que se julga tanto conhecedor . E comecei
Dizendo : Que desde que o momento que a vi
Senti uma vontade enorme de tê-la para mim
E esse sentimento não se esvaziou com o tempo
Todavia , estamos separados pelo pêndulo imaginário
Que rege o tempo contido nos dias

E hoje ; nos amamos muito . Por delicadeza e afinco .
Estamos juntos contra abutres oportunistas . E o mundo .
Que não sabe a verdade pelo qual ficamos unidos

O Juiz é Livro empoeirado da última fileira da biblioteca
Que ninguém lê se não for indicado , que as mulheres
Mais jovens passam os olhos sobre ele e percebem o
Seu jeito antiquado , com suas frases rebuscadas e seu
Prefácio com palavras bem montadas e conectadas com
Um português polido , que não enchem os corações
Das moças nessa pós-modernidade

Cof ! Cof ! perdoe-me meritíssimo em referir a vós
Numa sutileza de detalhes . O seu verdadeiro eu escondido .
Por baixo desse personagem de bom velhinho , que faz
Juízo de valor das vidas , que desconhece . E por uma razão
De caráter humano , social e divina . Não é da sua conta opinar

Vossa excelência vai me perdoando aos poucos , por mais
Um atrevimento meu . Vossa senhoria que datilografou e
Escreveu 14 cartas para diversas pessoas e congregações :
Timóteo , Hebreus , Gálatas , Romanos entre outras , não
Consegue escrever um simples parágrafo que balance
O coração da mulher que tanto almeja

Mas saliento , que ela se enraizou por consenso no meu
Pedacinho de chão . Que tratamos com tanto esmero .
Sem ter o que dizer ou fazer suspendeu a sessão até
Uma próxima audiência

E continuará perto dos amantes , esperando qualquer
Deslize meu . Feito lobo em pele de cordeiro .
Esperando sorrateiro ; para dar o bote certeiro .


                                          Autor: Everton Alves.


domingo, 9 de setembro de 2018

A Carta Que Não Enviei

A Carta Que Não Enviei 



Numa tarde fui até a cidade do meu bem
Andei pelas vias da cidade mineira e de
Um ar britânica. E fui direto para o meu destino
Não para os braços de alguém, como seria bom supor

Nas ruas entardecidas pelo vento frio do
Inverno que brincalhão traz arrepio, levanta cabelos
E roupas por onde adentra, e esfria a paisagem
Com a sensação característica de uma friagem

Com cara e alma de um outono que veio
Tomar uma xícara de chá e resolveu prolongar
Sua estadia por mais um tempo, essa intuição
Trazida pelas estações, me faz sentir mais
Aconchegado na terra que pertence aos Juiz-foranos

A vizinha da rua direita e do meu amor que
Por uma vez ou outra pensa estar em Ibitipoca ou
Itacoatiara tomando aquele banho de sol e bebendo
Aquela água de côco refrescante, debaixo do guarda sol

E bem longe de onde se reconhece como parte
De um todo e se desconhece quando faz parte dele
Essas cidades que não nos definem. E num pensamento
Leve da liberdade que vai voando. Como aquele passarinho
No fio de alta tensão na rua abaixo de sua casa

Encontrei o local a qual indiretamente me chamou
Para chegar e me alojar nas muitas poltronas
Disponíveis no saguão de entrada

Para que ter elevador e escada rolante para
Um lance simples de escada? nesse Hotel Victory Trade

Pisei pela primeira vez e agora espero ansioso
Para o começo do evento e sem lamento aguardo
Parado e aliviado pelo trajeto no meu tênis bem
Bem amarelo ouro saudade

E volta e meia te vejo em cada mulher que
Transita no salão marfim, mesmo que meu
Pouso seja por um curto período de tempo

Sou o homem que deixa pedras não lapidadas na estrada
Para nunca esquecer do começo da jornada e no recomeço
Em algum lugar dessa cidade estrelada

Pelas pessoas que se amam em silêncio e
Sonham no reencontro com seu par na manhã
No seu lar. Na volta pra casa e no mar da sua cama.


                                          Autor: Everton Alves.


sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Só Você Não Vê

Só Você Não Vê 



Quem é esse, que adentrou na sua vida?
E está te afastando gradativamente do som da minha voz
Da doçura da minha escrita apaixonada, e de nossas
Trocas de olhares, que confortam as nossas almas cansadas

Me deixa sentir que ainda é minha. Pois, sabe que sou ainda seu
Então, não deixe o barco afundar sob nossos pés bailarinos
Dançando no chão da cozinha, da sala, na varanda da sua casa

Me deixa lembrar de você Amanda. Sentir o tempo passando
Lentamente no momento que te vi. Deixa a prece que fiz
Guardada na minha alma para você. Que seria por mim tão amada

Deixa o seu aroma permanecer nas minhas narinas, no corpo
Sob a minha pele que nunca tiveram o prazer de te tocar
Deixa minha mão grossa de tanto trabalhar nos percalços
De uma vida, alisar os seus cabelos dourados e caírem suavemente
Pela sua nuca massageando-a carinhosamente e desaguando
Sobre sua pele macia da sua cintura

Deixa me lembrar das brigas no meio da rua, dos dessentimentos
Sobre a sua cama e a torturante saudade que ainda não teve de mim
Das nuvens que passam sobre ti. A lua que revela a nossa covardia
Do sol que ilumina tudo o que toca, menos as nossas sombras de
Um passado nosso, que carregamos como uma muleta para o futuro

E encobre os sentimentos dos dias presentes, como é triste amar
E não deixar o homem que te ama saber. E deixá-lo caminhar
Entre devaneios, deixá-lo cair, deixá-lo perdido

E você segurando esse mar de amores. Transbordando pelos seus
Olhos marejados, feito lágrimas ou chuva fina durante a chegada
De uma frente fria. Querer eclipsar o incêndio que virou o seu coração

Em qualquer lugar que esteja olhando para o nada. Ou por distração
Se pega pensando em mim. E começa a entender o amor sincero que
Nos dedicamos mutuamente. Durante esse tempo de convivência na
Morada mais bonita, de uma coragem preguiçosa e paixão ardente.


                                          Autor: Everton Alves.


domingo, 2 de setembro de 2018

Um Adeus Difícil do Amor

Um Adeus Difícil do Amor 


Hoje acordei com dor de cabeça
Por não acreditar que até hoje o
Meu amor não me entenda

Todo o meu zelo pela linda flor
Que tanto faço por merecer e sempre
A rego com o melhor que tenho e
Mesmo assim parece que não
A mereço. E isso me chateia imenso

Como pode supor que não te ame?
Que não te quero muito?
Que quero tê-la ao meu lado?
Será que é excesso de amor, da minha parte?

Se assim for, paro por aqui e vou
Viajar pra bem longe. Quem sabe
Assim você possa perceber o
Quanto amo você. Irei caminhando

E daqui a 1 mês voltamos a nos falar
Quer dizer:  eu voltarei a te falar
Na verdade só eu que falo e
Procuro o minimo de diálogo

Mesmo falando ao vento, não deixo
Nada que me incomoda para trás
Na beira da estrada florida

Queria aprender amar igual a
Você. Pelos silêncios e comodidade
Do outro lado do choro, da escrita

E assim sem um verso pronto
Me despeço e espero que saia
De onde está. E me procure também
Ninguém sabe sobre nós

E você parece que desconhecesse
A gente. Depois de  tanto tempo
Insistindo nessa toada

Falando sério: até amanhã; minha
Futura namorada. Que suas duvidas e
Seus medos não impeçam de procurar
O homem que te ama e que moveria
Montanhas para te encontrar.


                                          Autor: Everton Alves.