O Mar e a Solidão
Respiro, inspiro, respi..., inspi...
Abro os olhos e sinto o mundo
Estou acima e abaixo dele
As cores se confundem e me cegam
A tristeza é companheira da parte ferida
A luz que transpassa meu corpo aquece minha alma
A percepção do tocar aguça o ter, o querer
E a busca incessante do que se oculta
nas profundezas do esconderijo
O mundo me toca e me expulsa
Não sou daqui e não me apego a mim
Tudo se torna cinza, duro e se perde a graça de se pertencer
A água corre entre as reentrâncias do meu corpo,
começo a vivenciar a vida
As janelas do coração se abrem
e murmuro palavras que vão ao sabor do vento
Minha amanda, minha amaaan....
É o timbre que ecoa no vazio, feito brisa
De repente acordo e reconheço
Que o sonho foi o salto na imensidão do meu ser
Escondido e agora aflorado
No entender que sem alguém
Somos barcos a velejar na bruma do gostar.
Autor: Everton Alves.

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